Novidades

7 de novembro de 2017

O Intrigante caso das gémeas Pollock



IAN STEVENSON, DOUTOR EM MEDICINA E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO DE PSIQUIATRIA CANADENSE, ESTUDOU MAIS DE 3 MIL CASOS DE CRIANÇAS QUE PARECIAM SE LEMBRAR DE VIDAS PASSADAS.
Um dos mais significativos foi o das gêmeas Pollock. O dia 5 de maio de 1957 amanheceu com um sol esplêndido em Whitley-Bay, no Reino Unido, às margens do Mar do Norte. Como todos os domingos, as famílias locais se dirigiam apressadas à igreja, para celebrar a missa. As duas pequenas filhas da família Pollock, Joanna e Jacqueline, de 11 e seis anos, respectivamente, foram antes de seus pais para garantir um lugar.
Quando dobravam uma esquina, uma carruagem com cavalos desenfreados as atropelou, matando-as instantaneamente. Seus corpos ficaram praticamente destruídos, assim como o coração de seus pais ao receber a trágica notícia. Mas eles não sabiam que o destino traria um dos casos mais estranhos de que já se houve notícia.

A família ficou desolada. Mas a vida continuou. Somente um ano depois de perder as duas filhas, sua mãe deu à luz novamente. Para espanto de todos, novamente nasciam duas meninas, só que dessa vez, gêmeas. Elas receberam os nomes de Jennifer e Gillian.


A gêmea mais jovem, Jennifer, nasceu com estranhas marcas de nascença em seu corpo. O bebê parecia ter uma cicatriz, mas nunca havia sofrido qualquer acidente. Ainda mais estranho, sua irmã falecida, a Jacqueline, também tinha aquelas marcas, e exatamente no mesmo lugar. Era uma cicatriz na face, causada quando ela caíra de seu triciclo quando tinha dois anos de idade.

Até então, parecia somente uma coincidência. Mas gradualmente, as coisas foram ficando cada vez mais gump. As gêmeas, conforme cresciam, começaram a pedir brinquedos que não eram delas, mas sim pertencentes às irmãs falecidas. Em alguns casos, perguntavam de brinquedos que já tinham sido doados, e que elas nem tinham conhecimento prévio.

Quando as meninas gêmeas receberam duas bonecas que tinham pertencido à Jacqueline e Joanna ambas disseram “Essa  é a Mary e essa é a Susan”. A família, chocada se entreolhou. Aqueles eram os MESMOS nomes que as filhas mortas haviam batizado suas bonecas. Algum tempo depois, a família se mudou para outra cidade, mas num dia, ao retornar para visitar o lugar, uma das gêmeas disse: “A escola é por aqui. É aqui que nós costumávamos ir para o parquinho, que fica ali na parte de trás”.


De fato, há muitas pessoas que acreditam que esse pode ser um caso bem marcante envolvendo a reencarnação. Um dos aspectos interessantes deste caso é que ele foi documentado na Inglaterra, um local que normalmente tem poucos casos relatados de reencarnação – algo que deve ser observado, sobretudo pelos céticos que acreditam que relatos de reencarnação só são encontrados entre os países orientais que têm uma forte fé na reencarnação.
A análise do caso, foi publicada e examinada em dois livros: Bernett MD, William.“Children Who Remember Previous Lives: A Question of Reincarnation, Revised Edition.” 
Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry 41.8 (2002): 1022-023.

Stevenson, Ian. Children who remember previous lives a question of reincarnation. Charlottesville: University of Virginia, 1987.

Evidentemente, que embora o caso seja realmente intrigante, principalmente por conta da marca de nascença compatível com as marcas físicas da irmã morta, surgindo somente numa das gêmeas idênticas, nem todos consideram este um caso legítimo de reencarnação.
Há diversas justificativas para colocar em xeque a pesquisa de Ian Stevenson, a começar pela questão da natureza do ocorrido. Irmãs falecidas num acidente trágico são um fato que é devastador para os pais. Isso pode desencadear diversos mecanismos de negação, e a crença na reencarnação das filhas perdidas seria um mecanismo óbvio de se agarrar à memória delas. Em todo caso, não há ceticismo no mundo que consiga contradizer o fato de que é bem curioso a mãe ter conseguido uma gravidez de gêmeas idênticas logo depois. Assim, teríamos que colocar nossa fichas em algo que os céticos não gostam muito, mas admitem que acontece: A sorte/coincidência.

O fato de engravidar de meninas teria funcionado como um catalizador do desejo de dar a luz novamente às filhas mortas, e trazê-las de volta do mundo dos mortos. É algo que faz sentido do ponto de vista psicanalítico. O próprio Stevenson desconfia bastante disso no início de sua análise.

O conhecimento de fatos que elas não tinham como saber é algo complexo neste caso, porque são situações anedóticas, que não podem ser efetivamente comprovadas sem ser no depoimento dos pais das meninas, principais interessados em que as filhas sejam uma “segunda chance” de Deus para suas primeiras filhas.

Assim sendo, este caso, do ponto e vista do ceticismo, estaria na borda do descrédito, uma vez que a família do ente morto teve (por razões obvias e estruturais do próprio caso) um contato direto com os supostos reencarnados, o que indiretamente, contaminaria a alegação.

FONTE:
https://seuhistory.com/noticias/o-inquietante-misterio-das-gemeas-pollock-um-caso-de-reencarnacao-documentado-pela-ciencia
http://www.mundogump.com.br/reencarnacao-conheca-o-bizarro-caso-das-irmas-pollock/