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8 de setembro de 2017

A Fazenda de Nashville - Capitulo 1



Desde que os meus avos compraram uma fazenda no interior de SP às coisas nunca foram às mesmas, o que seria um sonho do casal se tornou um pesadelo com o passar do tempo. Os relatos que aqui publicados foram vivenciados por meus avos e minha prima na década de 90 e só hoje me foi contato através de um tio. Irei mudar o nome de tudo que possa envolver diretamente suas pessoas e o local do ocorrido.

No ano de 1994 meus avos venderam sua casa na capital, com intuito de sair de toda aquela confusão e tumulto compraram uma fazenda no interior, a fazenda era incrível, alem de enorme extensão territorial que era de se perder de vista os cômodos eram super aconchegantes e espaçosos. Com o passar do tempo a casa ganhou novos ares, não parecia mais àquela mesma simpática e receptiva fazenda, meus avos queixavam de mau cheiro e de muito frio principalmente dentro do quarto em que uma de minhas primas mais velhas de nome Isabella ficava. Os pais de Isabelle sofreram um acidente de carro e morreram imediatamente no local quando voltava de um restaurante, Isabelle desde então órfã começou a morar com os avos, nesta época eu tinha apenas quatro anos de idade e meus outros primos eram todos bebes. Certo dia Isabella chegou tarde da noite em casa, quando aproximou da porta escutou risadas e sentiu um cheiro forte de enxofre que exalava nitidamente de dentro da casa, em alerta entrou e caminhou ate o banheiro onde foi tomar banho, no meio do banho sentiu uma presença um tanto quanto incomoda, teve enjôo e náuseas até que começou a vomitar, não se sentindo bem terminou o banho e foi deitar. 



A madrugada naquele local era indescritível, o tamanho do local fazia a solidão dos três moradores aumentarem dia após dia. Exatamente as 03H00MINAM Isabella acordou de um pesadelo (Em seu pesadelo via algumas pessoas desconhecidas na fazenda, pessoas das quais não conheciam, uma desta lhe chamou mais atenção, era uma mulher que emanava uma energia ruim muito forte, sua presença parecia incomodar todos ali presentes). Após o pesadelo acordou como se alguém a sufocasse, foi quanto notou a janela aberta, não se lembrava de ter a deixado assim, olhou o relógio novamente e ele havia parado exatamente as 03H00MINAM, assim que aproximou da janela notou do lado de fora uma figura que assim que fixou seus olhos reconheceu, não apenas pelo rosto pálido que mal enxergava devido a sonolência, mas sim pela energia que sentiu naquele momento, o mal estar  que tomou conta de Isabella foi instantâneo, que correu ate o banheiro, lavou o seu rosto e voltou ao quarto. Neste momento o seu estado era de total desespero, não sabia o que fazer, deitou na cama e com auxílios de alguns remédios pegou no sono. 

No dia seguinte contou para seus avos sobre o que ocorrera na noite anterior, crentes não duvidaram se quer de uma palavra da garota, até mesmo pelo fato de já terem presenciado algumas coisas terríveis ali. À medida que os dias passavam as coisas pioravam na fazenda. Em um dia qualquer Dona Bernadete (Avó) foi ate o quintal pendurar algumas roupas no varal, notou então que havia alguns bichos mortos próximo a casa e tentou ligar tal fato ao cheiro podre que surgia durante as noites. O que ela não notou e que de tarde o cheiro não existia e os animais mortos estavam frescos impossíveis de exalar tamanho mau cheiro, por não estarem em estado de descomposição. Assim que voltou para dentro de casa encontrou Sr. Vitorino com os olhos esbugalhados, fixado ao espelho, chamou pelo seu nome e não obteve respostas, neste instante chamou a ambulância que o levou para o hospital Sr. Vitorino estava em estado de choque, só que ninguém sabia explicar o motivo, foi feitos alguns exames que detectou que o velho senhor tinha sofrido um susto muito grande e isso fez entrar em estado de choque, neste instantes a situação era de total desespero o meu Avó não falava, não andava e se quer demonstrava qualquer estado de emoção, estavam desesperados e não sabiam o que fazer. 

Assim que Isabella ficou sabendo do ocorrido voou ate o hospital para ver o que estava acontecendo, após uma longa conversa com minha avó Isabella estava decidida a voltar para a fazenda mesmo com a insistência de Dona Bernadete de ela ir para outro lugar, justamente por medo do que poderia acontecer, já que teria de ficar acompanhando meu avô no hospital e a garota teria de ficar sozinha. Naquele mesmo dia de noite Isabella estava em seu computador conversando com alguns amigos, até que começou a escutar uma musica que vinha do quarto de meus avôs, levantou e caminhou ate o mesmo, assim que se aproximou do corredor viu uma luz que movia diretamente até o quarto, ao chegar lá assustou com uma figura que assoviava tal canção que cessará misteriosamente, Isabella não podia identificar o que via, parecia humano pela postura, porem o rosto era cadavérico e o olhar sombrio e vago, espantada e em prantos a garota começou a chorar e gritava para aquela figura sair dali, perguntando o que ela queria a figura então sussurrou algo como “Quero o que e meu, a casa e minha e tudo que aqui esta, NÃO SE ESPANTE!”  no momento do grito da criatura  Isabella teve um súbito ataque de desespero avançou atrás da cortina onde encontrava a figura que desapareceu bruscamente , a pobre garota estava em prantos e chorava muito, resolveu então ligar para uma amiga e começaram a conversar por telefone , precisava desabafar, conversaram até tarde até que resolveram dormir, tomou alguns remédios e prometeu a si mesma que se aquilo não parasse iria embora no dia seguinte, abandonando tudo , iria vir para casa de meus pais onde também morava.  

                                                             " Uma das figuras vistas na casa por Dona Bernadete "

No meio da noite Isabella acordou sentindo muito frio todos seus cobertores haviam parado no chão, em meio o escuro sentiu uma presença nada amistosa, o cheiro podre estava forte , sem reação ficou ali encolhida em sua cama chorando , sentia algo em seu quarto, aquela criatura fazia ruídos assustadores deixando a menina ainda mais tensa, foi quando a porta se abriu e com a claridade que vinha do corredor notou algo andando por ele e este assombração carregava consigo algo que parecia um bode, Isabella ficou com tanto medo que desmaiou. 

Na manha seguinte resolveu sair da casa ainda pela manha, ao acordar notou que seu corpo havia marcas de queimadura, porem apesar de feias estas não doíam, antes passou até o hospital onde recebeu a terrível noticia, Sr.Vitorino havia morrido após um colapso nervoso antes de morrer disse algumas palavras como “Manheda, saiam da casa , ela ...  imediatamente”, Dona Bernadete  não entendera o que o falecido esposo disse, porem escutou nitidamente as palavras saiam imediatamente da fazenda, resolveu então vender o local e se mudou para próximo de seus filhos ( meus pais ) onde também foi Isabella. A fazenda passou para um casal logo após meus avos saírem, à filha que ficava no mesmo quarto de Isabella diz ter visto a suposta assombração no local e que um dia ao acordar viu uma luz que a levou ate o corredor e que quando olhou para o ele viu um mulher penteando um bode preto, após isso não lembra nada, pois desmaiou em seguida. O mais curioso e que minha prima Isabella teve sonhos com uma mulher que também penteava um bode preto  justamente no corredor da casa antes da visão da garota. Hoje minha família vive tranquilamente e minha avô esta bem , minha prima ainda tem sonhos estranhos, porem faz tratamento com psicólogo. Atualmente a fazenda se encontra abandonada, ninguém passa se quer próximo ao local que e muito distante do povoado.

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Ass: Glaucow Maciel Freitas
Horror Urbano: http://horrorurbano.blogspot.com/