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9 de junho de 2017

3# Walpurga Hausmannin (Psicopatas, Maniacos e Assassinos)



Requisitada em sua aldeia, essa parteira escondia ser uma bruxa-vampira. Ela matava bebês e depois os comia em rituais na floresta.

Walpurga tornou-se parteira no condado de Dillingen, na Baviera (hoje, Alemanha) depois de enviuvar, em 1556. Quem lhe arranjou o emprego foi um jovem servo que havia conhecido na colheita do milho. Em divida com ele e interessadas em favores, convidou-o para um encontro sexual. Segundo Walpurga ele não apareceu. Em seu lugar teria vindo um demônio.  É provável que Walpurga tenha inventado essa historia para preservar o nome de seu verdadeiro amante. De qualquer maneira, o demônio teria se apresentado como Ferdelin e a bordo de um “forcado voador” levando-a para conhecer Satanás. Ela alegou ter assinado um pacto com o Coisa-Ruim, num ritual com vinho, carne de bebês e sexo.

Rebatizada com o nome de Hofelin, a bruxa ganhou uma poção de unguento uma pasta de ervas alucinógenas e banha animal que deveria usar para dopar gestantes e matar bebês. Mas ela também acreditava que o composto lhe dava pele de gato ou penas de corvo, então passou a ingeri-lo em pequenas doses. Acabou viciada na droga.  Com essa poção, Walpurga dizia ter assassinado mais de 40 recém-nascidos, todos de famílias cristãs. Quando não morriam intoxicados, eram asfixiados ou tinham seus crânios esmagados. Depois, a bruxa-vampira chupava o sangue das vitimas e o cuspia dentro do frasco unguento, porque a mistura facilitava sua absorção pelo organismo.

Uma das clientes, Magdalena Seilerin, esposa de um escrivão, tomou um suco abortivo oferecido por Walpurga no final da gestão,  com o pretexto de “espantar a morte” e consolar a mãe, a feiticeira enterrou o feto sob a porta da casa de Magdalena. Mais tarde, revelou que a simpatia era na verdade uma oferenda para o demônio desunir o casal. Ao longo de 19 anos como parteira, a maluca também praticou outros crimes, como furtos de objetos sagrados de igrejas e sacrifícios de animais. O registro de seu julgamento também cita o extermínio de vacas, porcos e gansos. Os camponeses acreditavam que ela era capaz de atrair temporais de granizos que destruíam as lavouras.

Walpurga também realizava missas negras e rituais do mal. Todo ano, no dia de São Leonardo, renovava a parceria com o demônio revirando tumbas e roubando os cadáveres de suas vitimas. Esses fatos chegaram aos ouvidos do arcebispo de Augsburgo e da corte imperial. Um júri de inquisidores foi formado,  médicos legistas encontram sinais de violência no corpo dos bebês. Na maioria, havia deformidade e manchas , tufos de cabelos, ossos e pedaços de Bíblias e crucifixos também foram encontrados  na floresta, indicando que ali sinais de que ela e outras pessoas praticavam canibalismo e satirizavam a fé cristã. Depois que os antigos clientes de Walpurga foram interrogados, sua casa foi invadida e seu livro de feitiços foi confiscado. Após confessar os crimes ela foi condenada a morte e arrastada pela aldeia para sofrer torturas , antes de chegar ao local da execução. Na praça principal, teve sua mão direita com qual fez juramente de parteira decepada.


Que fim levou? Foi queimada viva na fogueira. Com medo que ressuscitasse , os moradores jogaram suas cinzas num riacho que corria próximo ao rio Danúbio. 


FONTE: Coleção Mundo Estranho, Psicopatas, Maníacos e Assassinos , Editora Abril.