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6 de abril de 2017

O Mistério da Colônia de Roanoke

O Mistério de Roanoke e dos colonos desaparecidos desafia historiadores há quase 500 anos. O que teria acontecido com 117 pessoas que simplesmente sumiram da face da terra sem deixar vestígios na primeira colônia inglesa no Novo Mundo? Doença? Ataque de nativos hostis? Uma fuga desesperada? Ou teria sido algo mais sinistro e inexplicável?




A tragédia da Colônia Perdida ocorreu na pequena Ilha de Roanoke, na costa da Carolina do Norte. A fundação de Roanoke é bem conhecida e está bem detalhada em fatos e documentos históricos. Em 1584 o aventureiro britânico Walter Raleigh recebeu uma concessão territorial da Rainha Elizabeth. A missão de Raleigh era estabelecer o primeiro povoado europeu na Colônia americana da Virgínia e iniciar o processo de ocupação das terras no Novo Mundo.
Raleigh explorou a região e navegou a costa da Carolina do Norte em 1585, em busca de um local onde os colonos pudessem se estabelecer. Ele escolheu a Ilha de Roanoke pela sua localização estratégica, e estabeleceu que aquele era o local ideal para a construção do assentamento.
No ano seguinte, dois navios ancoraram na costa com a primeira expedição. Composta de soldados veteranos e liderada por Sir Richard Grenville, um brutal comandante que lutara na Irlanda, o grupo se embrenhou na mata (apenas como curiosidade Grenville é um dos companheiros de viagem do personagem fictício Solomon Kane).
Sir Walter Raleigh foi um dos mais famosos aventureiros de sua época, um dos corsários britânicos que pilhava os navios do Spanish Main, a rota de preciosidades obtidas pelos espanhóis na América. Entre suas realizações está a exploração do Rio Amazonas.
Os homens exploraram o interior da ilha e estabeleceram um contato à princípio cordial com os nativos que habitavam o local. Começaram a derrubar árvores e a construir um forte na praia. Mas logo as dificuldades começaram a se multiplicar: a falta de comida, doenças tropicais e um sentimento de hostilidade para com os nativos levou os colonos ao desespero. Grenville ordenou que os nativos entregassem sua comida e quando estes se negaram mandou os homens saquear e atear fogo à aldeia deles. Apesar das grandes dificuldades, a construção do forte foi concluída.
Em 1597, um novo grupo de colonos foi trazido para erguer o povoado, que teria o nome de Vila de Ralegh. Essas famílias de pioneiros haviam concordado em viajar para o Novo Mundo em troca de 500 acres e participação nos lucros da colônia. Liderados por John White, um amigo de Raleigh que havia acompanhado as expedições anteriores à Roanoke, o grupo tinha por incumbência substituir os quinze homens deixados por Grenville como vigias do forte, e encontrar um local para o assentamento mais ao norte.
Ao desembarcar em Roanoke, acompanhado por 40 homens, John White esperava fazer contato com os guardas deixados por Grenville no forte. Todavia, depararam-se com o forte devastado e nenhum sinal de seus habitantes, exceto o esqueleto de um deles. Não havia sinal dos demais e tudo indicava ter havido uma luta feroz.
White e os colonos optaram por se estabelecer na Ilha de Roanoke e aproveitar a proteção ainda que frágil do forte. Casas foram erguidas e um pequeno vilarejo floresceu com o trabalho duro dos colonos. Os exploradores adotaram um índio de nome Manteo, que reestabeleceu um contato diplomático com os nativos cesando ao menos temporariamente as disputas. Manteo foi catequizado e declarado Lorde de Roanoke, como recompensa por serviços prestados a Coroa.
Apesar de superar as primeiras dificuldades, a colônia carecia de suprimentos para prosperar e se esses não fossem providenciados tudo estaria perdido. Foi decidido que White seguiria de volta para a Inglaterra e retornaria com mais pessoal e suprimentos. Sua família, que incluia a neta nascida na América, ficaria para traz, ansiando pelo seu retorno.


Com a partida do comandante, a história dos eventos ocorridos na colônia tornaram-se um trágico mistério. Os planos de White, de retornar à Roanoke rapidamente foram frustrados pelo recrutamento das forças navais inglesas. Todos os navios disponíveis teriam de se engajar na Guerra contra a Espanha. A grave ameaça da Invencível Armada tornava tudo secundário.
Três anos se passaram sem que John White conseguisse organizar uma nova expedição para o Novo Mundo. Em 1590, utilizando-se do que restara de sua influência perante a corte, White conseguiu embarcar para a colônia, sem os pleiteados suprimentos e pessoal. Ele era um simples passageiro desejoso de reencontrar sua família.
Os colonos descobrem um esqueleto nas ruínas do forte de Roanoke. "Nada do que foi construído resistiu e a floresta engoliu o lugar" escreveu White em seu diário.
A expedição na qual se integrara, ancorou próxima à parte nordeste da Ilha de Croatoan. Já próximos a Roanoke, a tripulação pôde observar fumaça que subia da terra, enchendo-lhes de esperança quanto à segurança da colônia e de seus integrantes. Na manhã do dia seguinte, dois botes deixaram o navio em direção a praia. Durante a travesia, observaram uma nova coluna de fumaça, porém, em local diverso do que haviam visto na noite do dia anterior. Optaram, então, por investigar os sinais mais recentes. A busca foi cansativa e inútil, pois não encontraram quaisquer sinais de seres humanos no local do fogo.

Existem muitas teorias que tentam explicar o motivos de a Colônia de Roanoke ter desaparecido tão inexplicavelmente. Algumas teorias mais comentadas são:
Toda a população morreu devido a uma doença“, o que não faz sentido, pois não foram encontrados corpos no local onde costumava existir a colônia.
A colônia foi dizimada por fenômenos naturais, tais como tempestades e furacões”, que poderia fazer sentido se não fosse pelo fato de as cercas ainda estarem de pé quando o governador voltara para a colônia em 1590.
O povo de Roanoke decidiu sair da colônia para viverem com os índios nativos da região”. Essa é uma das teorias mais viáveis, sendo possível que os colonizadores tenham decidido migrar para outra região. “Croatoan”, a palavra que fora cravada na cerca do perímetro da colônia, também era o nome de uma ilha daquela área, e também o nome dos habitantes nativos dela. Não existem grandes evidências para provar essa teoria, como também não há muitas para desmenti-la.
Os colonizadores foram assassinados pelos nativos da região”. Essa é uma das teorias mais prováveis de ser real. Um fato importante sustenta essa teoria. É sabido que os Ingleses já haviam tentado construir a colônia de Roanoke antes. Um número de 15 pessoas vivia lá. Pouco mais de 1 ano se passara até que os exploradores ingleses voltaram à colônia para checar seu progresso. O que eles encontraram foi o cadáver de um dos habitantes, e foi confirmado ter sido trabalho dos nativos. Com isso, é possível afirmar que os nativos eram realmente capazes de tal atrocidade e também capazes de esconder os corpos. Como a colônia de Roanoke foi “abandonada” por seu líder por um período de 3 anos, é compreensível acreditar que os nativos tiveram tempo o suficiente para dizimar a colônia e desmontar suas construções.


FONTES: 
http://www.oarquivo.com.br/extraordinario/temas-inexplicados/1746-o-misterio-da-colonia-perdida-o-que-aconteceu-em-roanoke.html
http://www.ahsbrasil.com/saiba-do-que-se-trata-o-misterio-da-colonia-de-roanoke/